Volume 8  |  número 1

Resumo

Foram analisadas as descrições de dezenove terapias psicológicas de diferentes abordagens para extrair quais eram os seus objetivos e atividades. As descrições foram cole- tadas de relatos de primeira e segunda mão e de gravações em vídeo (DVD). Sem as teorias e os jargões as aparentemente diferentes terapias convergem, e os seus objetivos e atividades podem ser analisados dentro destes cinco grupos funcionais: estabelecer uma relação com um estranho; resolver pequenos con itos da vida de formas que podem ser feitas em um contexto clínico; o terapeuta atuando como audiência para treinar novos comportamentos; pedindo para que os clientes falem sobre os seus problemas; e o terapeuta atuando como au- diência para modelar o discursos do paciente para que a mudança atinja um número maior de situações da vida. Essas funções da terapia surgiram no contexto histórico e sociológico do nal dos anos 1800, quando grandes mudanças começaram a acontecer na vida das pessoas na modernidade ocidental levando ao aumento de relações entre estranhos ou de relações so- ciais contratuais dentro do capitalismo e do neoliberalismo. Por exemplo, muito do processo psicoterápico é determinado pelo contexto clínico (neoliberal), como o fato de o terapeuta normalmente car na clínica interagindo com os clientes apenas por um curto período de tempo, e atendendo uma pessoa com a qual tem apenas uma relação contratual. Isso também sugere que essas características provavelmente levaram a ênfase atual das psicoterapias na modelação do comportamento verbal (terapias cognitivas) por meio do terapeuta fazendo o papel de audiência. Uma comparação com as atividades do Serviço Social mostrou que exis- tem uma grande sobreposição de tarefas, mas o Serviço Social tem mais ações fora da relação contratual e se envolve muito mais com o mundo dos clientes.

Palavras-chave: desconstrucão, terapia psicológica, serviço social, psicologia clínica, psi- coterapias, psiquiatria, comportamento verbal, terapia cognitive e história da psicoterapia

Abstract

Accounts of 19 psychological therapies were analyzed to extract their goals and activities, collated from rst- and second-hand accounts and DVDs. Stripped of the theories and all jargon, the diverse-looking therapy systems converged, and the goals and activities could be analyzed into ve functional groups: forming a relationship with someone who is a stranger; solving smaller life conflicts in ways which can be done within a clinical setting; the therapist acting as an audience to train new behaviors; sampling the clients’ discourses about their life con icts; and the therapist acting as an audience to shape these discourses to change the broader life events. These functions were placed in the historical and sociological contexts of therapies arising in the late 1800s, when major life changes began for people in western modernity due to the increases in stranger or contractual social relationships from capitalism and neo-liberalism. For example, much of the therapy process is determined by the (neo-liberal) clinical environment, such as the therapist usually staying within the clinic and engaging clients only for a short time, and dealing with someone who is only in a contractual relationship to the therapist. It was also suggested that these features have probably led to the current emphasis on shaping verbal behaviors (cognitive therapies) through the therapist- as-audience. A comparison to the activities within social work showed that there was a large overlap but social work did more outside the contractual relationships and engaged with the clients’ worlds much more.

Key Words: deconstruction, psychological therapy, social work, clinical psychology, psycho- therapies, psychiatry, verbal behavior, cognitive therapy, history of psychotherapy

Resumen

Se analizaron las descripciones de 19 terapias psicológicas para de ellas extraer sus metas y actividades, recopilando descripciones de primera y segunda mano, y DVDs. Despojados de las teorías y de la jerga, los sistemas de terapia de aspecto diverso convergie- ron, y las metas y actividades pudieran ser analizados en cinco grupos funcionales: formar una relación con alguien que es un extraño; resolver con ictos de vida más pequeños en formas que se pueden hacer dentro de un ambiente clínico; el terapeuta actuando como au- diencia para entrenar nuevos comportamientos; muestreo de los discursos de los clientes acerca de sus con ictos de vida; y el terapeuta actuando como una audiencia para dar forma a estos discursos con el n de cambiar los eventos de vida más amplios. Estas funciones se situaron en los contextos históricos y sociológicos de las terapias que surgieron a nales del siglo XIX, cuando importantes cambios de vida comenzaron para las personas en la moder- nidad occidental debido a los aumentos en relaciones sociales contractuales o con extraños dentro del capitalismo y del neoliberalismo. Por ejemplo, gran parte del proceso terapéutico está determinado por el ambiente clínico (neoliberal), como en lo fato de que el terapeuta permanece habitualmente dentro de la clínica interactuando con los clientes sólo por un corto tiempo y trata a ellos como personas que sólo tienen una relación contractual con el terapeu- ta. También se sugirió que estas características probablemente han llevado al énfasis actual en la formación de comportamientos verbales (terapias cognitivas) por la posición del terapeuta como audiencia. Una comparación con las actividades dentro del trabajo social mostró que había una gran superposición, pero el Asistencia Social hizo más fuera de las relaciones con- tractuales y se involucró mucho más con los mundos de los clientes..

Palabras-clave: Deconstrucción, terapia psicológica, trabajo social, psicología clínica, psi- coterapias, psiquiatría, comportamiento verbal, terapia cognitiva, historia de la psicoterapia

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Deconstructing psychological therapies as activities in context: What are the goals and what do therapists actually do?

Bernard Guerin

doi: 10.18761/pac.2016.040